DEUS OU DEUSES?

Deus -- princípio supremo, criador e incriado; divindade de personificação masculina; perfeito, onipotente, onisciente, onipresente, superior à natureza, a todo o universo e a tudo que nele existe. A última palavra ou fronteira em -- grau, nível e termo de -- superioridade e perfeição no cosmo infinito, cuja onipotência explicaria toda questão que a consciência humana, nesta fase mediana, ainda não é competente para alcançar; ou seja: antes ou depois Dele nada existiu nem existe e somente Ele de tudo é capaz.

É na forma textual do box acima que a instituição mais velha da humanidade — a religião, seja ela qual segmento for — conceitua e reverencia o objeto superior do seu culto e motivo do seu existir. E qualquer lógica ou fato que possa contestar a sua existência onisciente é rebatida com o velho argumento, simplório e ‘imbatível’, do poder infinito e dos mistérios, insondáveis, da própria Entidade Maior do universo, que a criatura humana jamais poderá ter acesso.

Desde que o homem tomou consciência de si mesmo no espaço (convivendo na natureza, sujeito a riscos em todo instante, meio a animais perigosos, plantas tóxicas, ações incontroláveis da própria natureza e um futuro incerto no pós-morte, ou mesmo se existia algum futuro depois desse evento fatal), ele sentiu necessidade de um ser superior que pudesse ‘segurar-lhe a mão’ na existência e defender-lhe desses fatores que superavam, largamente, a sua capacidade de ação em qualquer esforço. 

Essa entidade invisível, certamente, teria por força que ser superior a todo e qualquer perigo, além de dedicado e fiel companheiro. Do contrário não lhe poderia ter qualquer serventia como elemento de fé, capaz de suportá-lo nas aflições que o permeavam.

Entretanto, essa Superioridade maior sempre esteve associada  à própria capacidade e superação humana, no nível máximo do próprio ente humano no momento cultural. De forma que Deus já foi o sol, os raios e trovões, um guerreiro mais forte que o mais forte guerreiro da tribo e de toda a vizinhança, um simpático e saudável velhinho, de barbas brancas, sentado em um trono de ouro maciço e cravejado de diamantes, rodeado de anjos tocando trombetas.

E hoje... e hoje... e hoje... 

Em um primeiro instante de observação corajosa nós podemos notar uma propriedade intangível (a crença) fazendo parte de um — absolutamente invisível, vasto e quase insondável mundo interior humano, que incorpora a poderosa mente, ‘desconhecida’ até hoje 

Num segundo momento de análise, embalado pela experiência adquirida nos primeiros instantes de reflexões, pode ser notado a consistência desse elemento, imaginário de confiança, pela sua funcionalidade — se não pelo efeito conspícuo então pelo conforto psicológico que oferece ao crente. Do contrário não seria cultivada, mesmo inconsciente, pela mente imaculada e fértil do homem; muito menos cultuada ao longo dos tempos, superando, em alguns casos, os conhecimentos de ponta desvendados pela ciência. 

Do nosso ponto de visão, do qual não chegamos a nos apoiar em ombros de gigante;

l   mas enxergamos que todo o universo, incluindo as suas manifestações, é composto por duas concretudes (espaço e energia), formando informações e estruturas  sob égide da lei máster da sincronicidade

entendemos que o Deus ser único e infinito da nossa consciência pequena, criador e incriado — não existe na grandeza do cosmo infinito (*). No entanto, a nossa crença intocável nesse algo superior por tanto tempo, que nos rendeu força e muita esperança para chegar onde estamos, não foi em vão. 

Nas páginas do livro Gênese nós fizemos diversas referencias e, na sua segunda parte, dedicamos todo um capítulo (123) ao assunto relacionado — seres pós-humanos. Entes evolutivos, como nós humanos, animais e vegetais, que fizeram as suas trajetórias de desenvolvimento pelos rincões do universo como fizemos e estamos fazendo neste estágio conturbado no planeta Terra. Eles [criaturas pós-humanas] estão no comando e organização do cosmo e da natureza, respeitando o nível de cada grupo, e assistindo aos irmãos cósmicos menores que deles necessitam nos mais diversos embates da jornada; daí o elemento interior fé funcionar com tanta desenvoltura e ser cultuado pelo homem desde que ele se enxergou, tão pouco ferramentado, no ambiente hostil. 

Concluindo:

l   nós afirmamos que Deus... não! mas Deuses, sim! (com maiúscula). Não do ponto de vista da atual cultura humana respeitante a deuses (baseada em relatos históricos que dão conta da existência de indivíduos com capacidade superior convivendo no mesmo ambiente social que os humanos comuns); mas sim, 

n   de uma visão da própria cultura religiosa de um Deus único. Só que ampliando essa unicidade à pluralidade e ajustando o conceito de criador incriado à condição, comum a todos, de caminhada evolutiva, vivida e bem experienciada; constituindo uma grande comunidade cósmica, então, organizadora do universo; com um deles respondendo por este nosso espaço planetário Terra, junto com toda uma organização hierárquica.

É possível até que haja uma presidência global, formada por consenso ou alguma coisa parecida, no nível mais elevado da criação infinita — não dá pra raciocinar e fazer qualquer projeção fora dos limites, exíguos, que a nossa mente, neste estágio evolutivo, pode alcançar. Porém, dotar essa entidade de onipotência ou infinito poder é imputar-lhe um triste e eterno isolamento. Embora, nesta nossa idade planetária mediana, na qual usamos pouco as potencialidades mentais com as quais somos equipados, 

l   qualquer ser ‘duas quadras além dessa nossa diminuta capacidade mental, possa nos parecer “onitudo”.

O assunto é vasto, empolgante, para o buscador destemido, e bastante discursivo. É bom que pessoas corajosas acessem esta página e faça contato conosco, vamos ficar muito felizes.

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(*) "A palavra Deus para mim é nada mais que a expressão e produto da fraqueza humana, a Bíblia é uma coleção de lendas honradas, mas ainda assim primitivas, que são bastante infantis" -- em fraqueza humana eu diria: nível humano mediano de consciência.

Carta dirigida por Albert Einstein, em 1954, ao filósofo Erich Gutkind, em resposta ao livro Escolha a Vida.

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