A IMPORTÂNCIA DA FÉ

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"Se vós tiverdes fé do tamanho de uma semente de mostarda, podeis dizer a esta montanha: 'Vá daqui para lá' e ela irá. E nada vos será impossível" (Mateus 17-20).

É mesmo sério... o texto bíblico acima?

Por mais reverência que se tenha aos Evangelhos de Jesus e por mais devoto que seja o crente em Cristo paira alguma dúvida, inconfessável, quanto à veracidade da afirmação bíblica, ou nenhum cristão tem o conteúdo mínimo de fé capaz de mover uma montanha — eu diria, sem medo de estar cometendo um impropério, que nem o Papa ou o mais devoto pastor evangélico disporia desse mínimo.

Deixando de lado a interpretação da do texto bíblico — que não nos interessa e pode ser a base de uma parábola — vamos confirmar a importância da fé para o ser humano, seja qual for o nível intelectual, cultural ou religioso que ele esteja vivendo.

Todos nós seres racionais, que enxergamos um pouco além do que a vista alcança — incorporamos um conteúdo de fé, nessa ou naquela direção e em algum nível (a fé, bem como o amor e outros valores do nosso mundo interior, deve estar numa escala evolutiva), sem a qual provavelmente nós não teríamos sobrevivido, em um ambiente agreste e inclemente, e não teríamos alcançado o atual status humano. Não que a fé seja um elemento de base na nossa existência; porém, é um componente forte no processo evolutivo que ora enfrentamos — alguma coisa parecida com o sal na alimentação humana.

l   O cientista e o empresário, ambos acreditam nos seus projetos; o professor acredita que vai passar um conteúdo do seu saber aos alunos e esses acreditam no domínio da matéria e capacidade didática do professor; o empregado acredita nas suas habilidades e no próprio potencial de trabalho para garantir-se no posto; o autônomo ou artista na sua capacidade profissional; o agricultor acredita na qualidade da terra, nas sementes, e na precipitação atmosférica; o elemento infrator da lei acredita não ser pilhado em flagrante e se o for ainda acredita na possibilidade de suborno, na impunidade / morosidade da justiça ou nas habilidades e influências de um advogado eficiente; o político acredita na pouca capacidade de memória da sua ‘clientela’ e promete, em campanha, o que nunca vai poder entregar depois de eleito; os pais acreditam que os filhos serão pessoas bem honradas, e os filhos acreditam que os pais são as melhores pessoas do mundo. O sacerdote acredita que é representante de um criador do Universo aqui na Terra (é provável que alguns já não acreditem mais nessa história infantil e sem muita graça). E eu, pessoalmente, acredito no conteúdo da obra conhecer-se (da nossa autoria), do contrário não estaria na batalha – mesmo convencido que crença, de um ponto de visão à meia distância e por mais convicção que se possa incorporar, seja apenas uma possibilidade, e ainda por cima é dependente de algumas variáveis externas, entre elas as condições do ambiente e o tempo de resposta.

O valor da fé é demonstrável pelo seu inverso, a falta de fé:

l   Imagine um projeto no qual você não tem a menor crença e tente levá-lo em frente — vai faltar-lhe disposição para a tarefa.

A — elemento abstrato individual, proveniente do nosso mundo interior — é um mobilizador de energias a nós desconhecidas e que nos auxilia na lida diária; afasta-nos ou ameniza os efeitos das derrotas e nos fortalece para alcançar as conquistas.

Finalmente, lembre-se que a fé não é o alimento, é o sal e pode ser tão prejudicial quanto esse: se nós interpretarmos o texto bíblico literalmente e entendermos que ela [fé] é protagonista e, realmente, pode mover montanha.

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