INÉRCIA DO COMPORTAMENTO

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Lei natural, que hoje todos nós conhecemos, descoberta por Isaac Newton (1642 a 1727), genial e brilhante físico inglês, nos dá conta que

“qualquer corpo permanece em repouso ou em movimento retilíneo uniforme a menos que alguma força seja aplicada sobre ele”.

A expressão inércia é usada, popularmente, com a mesma banalidade como se fala guaraná e coca-cola. Entretanto, nós temos observado, ao longo das nossas buscas, a grandeza e perspicácia da sabedoria popular; vez que a mesma lei tem aplicação nos comportamentos do homem e de qualquer unidade capaz da natureza.

l   inércia do comportamento, propriedade inerente ao veículo físico (soma) na trilogia evolutiva do ser; cuja qualidade obedece à abrangência, proporcional, entre corpo inanimado e entidade vivente.

Quanto maior complexidade de formação dispor a criatura que sofre a lei, maior sofisticação estará sujeita a inércia da qual está sendo acometido.

ü Um objeto sem animação própria terá movimento, ou estado de repouso, contínuo.

ü Um ente animado – senhor de vida e gestão próprias – terá ação evolutiva, na mesma linha, obedecendo à mesma continuidade relativa até que um poder ou uma força contrária o detenha. O vício e um costume cultural são exemplos bastante elucidativos.

A primeira lei de Newton revela cientificamente, sem qualquer dúvida, a popular

l   lei natural do menor esforço.

Senão vejamos:

Executar qualquer tarefa, por um vivente, custa determinado consumo de energia (*) proporcional à mobilização aplicada; o que se dá, nas criaturas animadas, em duas frentes:

ü na massa física – com o movimento empregado, resistência / vigor dos músculos, e

ü no sistema de comando – direcionamento e controle do tronco e/ou dos membros durante a operação.

A inércia do comportamento é a lei do menor consumo de energias. Um ‘presente’, do grande projeto cósmico, ao esforço e dedicação do vivente da natureza – que se expôs ao risco do aprendizado e perseverou na prática enfadonha – em algum momento da sua trajetória evolutiva, de forma a facilitar-lhe o dia-a-dia, reduzindo o custo de energia consumida em sistema, com respeito à aplicação da experiência praticada que virou rotina.

(*)  Consumir energia é alguma coisa que nenhum ser  vivente se dispõe a praticar sem um retorno acima do valor aplicado.


Deixando um pouco a lei do eminente físico inglês e focando a atenção no comportamento humano, formulamos um conceito simples e objetivo, pra melhor clareza do tema.

A manifestação somática de inércia – embora seja o mesmo fator natural, tem abrangência muito acima da lei observada por Newton – é uma aptidão que possui o vivente de:

1. Modificar parâmetros ou o conteúdo do próprio mundo interior com a finalidade de adaptar-se a uma nova situação imposta ou circunstâncias desiguais, e mais das vezes adversas, do meio de convívio ou de espaços desconhecidos, e

2. Condicionar, no próprio veículo somático, um processo que se repetiu em várias oportunidades; de maneira a poder executá-lo a partir de um simples comando – por demanda de tempo ou diante de uma ocorrência prévia – sem interferência observável nem qualquer controle do sistema gestor. Consequentemente, sem qualquer desgaste energético por parte desse último integrante da trilogia.

21. Qualquer indivíduo envolvido na condição plena da expressão de inércia, construindo na sua estrutura somática um condicionamento biomecânico, baixa o comportamento operativo ao nível operacional próximo de um robô.

3. Com relação ao item um supra, um sujeito que migra de um ambiente à beira-mar para uma altitude de 2000 metros, vai sofrer um pouco com a pressão mais rarefeita até que alguns parâmetros no seu organismo sejam modificados em função do novo ambiente atmosférico.

4. Ainda referenciando ao primeiro item, um elemento infrator que vai à prisão por mais de duas vezes e recebe o mesmo tratamento, acaba se adaptando ao cárcere a ponto de não dar mais nenhuma importância ao fato –  a acomodação do processo vai fazer com que a perda de liberdade não lhe seja mais um instrumento intimidador.

A observação e aplicação da lei natural, na sociedade, é uma necessidade, urgente, no combate aos desmandos e, principalmente, à criminalidade.

5. O animal doméstico é um ser nativa que condicionou ao convívio humano. Ele pode retornar à existência selvagem sem maiores complicações – se for treinado, responderá melhor.

6. Em referência ao mesmo item dois, uma pessoa que aprende a montar bicicleta, com a prática constante vai se movimentar no veículo com muita perícia e de forma quase automática.

7. Dirigir veículo automotor (uma função que o agente pode executar absolutamente desligado) e a habilidade no teclado (coisa da velha datilografia) são mais dois exemplos esclarecedores, na mesma relação acima.

Ao tempo em que é um grande benefício, esse item de projeto também pode redundar em sério entrave ao desenvolvimento ou mesmo um obstáculo à sobrevivência saudável do sujeito enleado. Daí a dificuldade de mudanças que sofre todo vivente.

l   È quando ele se repete – ao nível de condicionamento – ou se adapta, comodamente, a um lugar, processo ou situação que é ou se tornou degenerativa e se recusa ao esforço, invariavelmente dispendioso, para efetuar mudanças; sejam espaciais ou de comportamentos. Estado em que o sujeito estaciona em uma posição fixa ou se movimenta continuamente, em situação de difícil afastamento.

ü Todo mundo sabe como é complicado reformar a casa ou mudar de residência.

ü Eu nasci assim, meus pais eram assim, é assim que vou morrer.

ü Foi assim que eu aprendi, é assim que eu vou continuar fazendo.

São frases populares, felizmente cada vez mais raras, que expressam a veracidade da inércia embutida no interior somático do ser humano.

ü Um cão bem treinado é um animal absolutamente confiável, daí a expressão “amigo do homem”.

ü A obesidade é um estado físico que se inclui muito bem nessa lista.

 A instalação da inércia de movimento no comportamento do vivente animado, fazendo jus à complexidade desse, acontece na razão inversa do

l   esforço aplicado x estímulo do prazer contido na prática.

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